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Planeta Money

Ajudando você a sair do vermelho

Arquivo de setembro, 2010

Profissão investidor

PUBLICADO POR Editor EM 7 setembro 2010

Profissão investidor traz a história e a rara coleção de ensaios de Benjamin Graham, o pai do investimento em valor, e suas perspectivas em investimentos e mercados financeiros. Lançado no Brasil pela editora Campus-Elsevier, o livro é indicado para todos os que se interessam pela história e desenvolvimento da profissão de investidor, e mostra a importância do pensamento crítico em investimentos.

A obra revela as revolucionárias idéias de um homem que não só encontrou sua vocação como a criou a partir do zero e abriu as portas para uma geração de investidores. Os analistas de investimentos não existiam como os conhecemos hoje. Eles não faziam muitas análises e se orgulhavam de acompanhar o “sentimento” do mercado. Muitos raramente olhavam para os balanços financeiros. Hoje em dia o investidor é reconhecido no mercado com certificado profissional.

“A certificação de Analista Financeiro (Chartered Financial Analyst – CFA) é o padrão de mais alto grau de rigor intelectual e condução ética na análise de investimentos. Conseguir o grau CFA é tão difícil que raramente ocorre às pessoas que o possuem que a criação dessa certificação tenha sido ainda mais difícil do que a sua obtenção. Somente olhando um pouco mais de perto para o processo de como a certificação CFA surgiu é que você pode ter uma idéia de como essa luta foi”, afirma o autor.

O propósito é reunir, pela primeira vez, em um único volume, os clássicos textos curtos de Graham sobre análise financeira. Através do desenvolvimento do pensamento de Graham de 1932 a 1976, é possível traçar a evolução da análise financeira desde a sua fase artesanal até uma profissão plenamente estabelecida. Graham foi uma voz no deserto clamando pelos direitos dos acionistas. Os ensaios apresentados no livro mostram quais deveriam ser as prioridades centrais assumidas pela área. 

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O Grande Recomeço

PUBLICADO POR Editor EM 7 setembro 2010

Lançado no Brasil pela editora Campus-Elsevier, o livro O grande Recomeço, de Richard Florida, aborda a reconstrução do sistema financeiro mundial a partir da análise de um novo cenário econômico mais produtivo, que só pode ser gerado pelas grandes massas, sem as quais os líderes não chegarão a lugar algum.

Já aguentamos terríveis crises e depressões no passado e sempre fomos capazes de nos reerguer e refazer a economia, preparando o caminho para uma prosperidade mais longa. Com o tempo, adotamos novas formas de organizar as cidades, provendo as bases para o crescimento e a recuperação. Hoje é evidente que ainda estamos nos estágios iniciais deste “grande recomeço” após a crise econômica que assolou o mundo todo em 2008 e que ainda provoca estragos em alguns países. 

Richard Florida identifica os elementos fundamentais de duas épocas que também passaram por crises e mudanças, na expectativa de que isso ajude a identificar os elementos fundamentais da transformação atual. O autor lembra que em vez de desperdiçar os investimentos públicos e privados recorrendo a medidas paliativas, escorando as indústrias do passado, precisamos começar a investir na população e nos tipos de projetos e de infraestrutura que irão dar suporte às ações do futuro.

“Uma das lições que aprendi ao longo de última década é que a chave para o desenvolvimento econômico e sustentável é o uso eficaz da criatividade que se encontra no fundo de todo e qualquer indivíduo. Para que possam ser bem-sucedidos e sustentáveis, os países, as cidades e regiões têm de aproveitar a criatividade não só de seus engenheiros de software, pesquisadores médicos, artistas, inventores, empresários e acadêmicos – o que chamo de A Classe Criativa, mas também de seus trabalhadores nas áreas de manufaturas e serviços”, afirma o autor.

Como o Brasil está se saindo no “grande recomeço”?  Segundo o autor, o Brasil não evitou a recessão, mas estava entre as últimas das grandes economias a cair no buraco e foi uma das primeiras que conseguiram se arrancar dele. Mas para ele, não basta construir aeroportos, rodovias, gasodutos e novas redes de comunicação e elétricas. Também é necessário aprimorar e transformar a infraestrutura humana.  Antes que o Brasil possa verdadeiramente prosperar na era da criatividade e do capital humano, precisa atualizar e transformar seu capital educacional.

O relógio da história nunca para. Pode-se cruzar os dedos e torcer para que tudo se resolva, ou pode-se começar a tomar medidas que nos permitam seguir em direção a um futuro melhor. 

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